A Petrobras Distribuidora negou ontem que tenha influenciado o aumento de preços dos combustíveis no Rio Grande do Norte, onde a gasolina comum e a aditivada já superam a marca de R$ 3 em alguns postos, registrando uma alta de mais de 6% em relação à semana passada.
“Por lei, a companhia não tem ingerência sobre o preço final dos combustíveis nos postos com sua bandeira (a BR), que são operados por terceiros”, afirmou, em nota, garantindo que ainda assim irá prestar os devidos esclarecimentos às autoridades competentes.
“Estampada” em cerca de 140 postos no estado – o que representa cerca de 25% do total estimado em 560 postos no mercado potiguar – a bandeira BR foi apontada como detentora da maior parcela do mercado, passou a ser hostilizada pelos consumidores e virou o principal alvo de uma campanha de boicote que os órgãos de defesa do consumidor deverão lançar segunda-feira, contra estabelecimentos que aumentaram os preços na última semana.
Postos localizados nas avenidas engenheiro Roberto Freire, Hermes da Fonseca e Prudente de Morais, independentemente da bandeira que ostentem, também deverão ser incluídos na lista de boicotados pelo fato de cobrarem preços parecidos, segundo argumentaram os órgãos ao proporem a campanha.
A decisão de combater o movimento de alta no setor de combustíveis foi oficializada em reunião da qual participaram representantes dos Procons, do Ministério Público Estadual, da Câmara Municipal de Natal e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB RN).
O movimento contra o reajuste ganhou força quando o preço na casa dos R$ 2,99, para a gasolina comum, começou a se espalhar pela capital e se intensificaram rumores de que os valores estariam subindo ainda mais.
A BR chegou a ser notificada pelo Procon estadual para informar o valor real, o aumento percentual e o motivo do reajuste, uma forma de os órgãos atestarem se houve algum tipo de abuso.
Em resposta a questionamentos da TRIBUNA DO NORTE, a distribuidora comentou que vários fatores influem na composição dos preços, como carga tributária, custos fixos e variáveis de cada posto, condições comerciais e lei da oferta e procura.
Fonte: tribunadonorte.com
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